STAYAWAY COVID: Receio ou entusiasmo?

Vivemos tempos difíceis, numa altura em que batemos recordes no número de infetados diários é importante mudarmos comportamentos e fazermos os possíveis para minimizarmos os riscos de contágio.

Que difícil é sensibilizar alguém para instalar a aplicação STAYAWAY COVID. As recorrentes afirmações de que “só querem saber onde é que eu estou e com quem estou” ou simplesmente “não tenho espaço para essas coisas” ou até um “tenho mais que fazer” são respostas que me deixam perplexo.

Não podemos ser hipócritas e ter receio em instalar uma qualquer aplicação do Estado que tem o dever de nos proteger e que se rege pelas mais elementares normas da Constituição da República Portuguesa, quando por outro lado todos nós temos a pasta “Social” com aplicações como o Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, TikTok entre outras nos nossos smartphones que todos os anos levantam questões de privacidade pela venda de dados dos seus utilizadores para os mais diversos fins, entre eles a intervenção em atos eleitorais.

Somos diariamente transformados em códigos que nos definem pelo género, faixa etária, gostos musicais, pesquisas em motores de busca, localização, entre tantos outros dados que nos levam a observar publicidade direcionada. O nosso dia a dia é marcado pela invasão da nossa real privacidade enquanto utilizadores das mais diversas aplicações e soluções digitais que sobrevivem através da venda de todas estas nossas informações pessoais.

Deixa-me incrédulo esta súbita preocupação pelos “meus dados” quando uma simples aplicação desenvolvida com o intuito de rastrear de forma célere, anónima e eficaz possíveis cadeias de contágio gera tanta discordância num amplo espectro de gerações baseada em notícias falsas e desinformação.

Que fique claro que a aplicação STAYAWAY COVID tem o único objetivo registar todos os dispositivos móveis que tenham estado em contacto pelo período superior a 15 minutos a uma distância inferior de 2 metros ficando esses dados registados na aplicação pelo período de 14 dias, sendo que o proprietário de um dispositivo que seja testado positivo e insira o seu código na aplicação em causa irá alertar todos os dispositivos que estiveram em contacto com este dispositivo desde que cumpra os requisitos supramencionados, sem referenciar quem é o portador do SARS-COV-2 nem em que circunstância houve o contacto.

Olhemos para esta aplicação pela sua real utilidade pública, com a sua real importância para a sociedade, para o nosso dever moral de salvar vidas, de colaborar e agir em sociedade para combater esta pandemia que nos tem alterado ao longo dos últimos meses aquilo que conhecíamos como a “vida normal em sociedade”.

Tenhamos presente as dificuldades vividas nos atendimentos dos serviços públicos, as escolas, universidades, comerciantes, infantários, lares, hospitais e tantos outros serviços que mudaram de forma drástica os seus processos de atuação em função deste vírus. Está nas nossas mãos ajudarmos todas essas pessoas a não voltarem a encerrar, a não terem de despedir e a continuarem a ajudar, com o entusiasmo de sempre.

Pedro marques

Frequenta atualmente o curso de Gestão do Instituto Politécnico de Leiria. Vice da JS Nazaré e Empreendedor (daqueles a sério, não é da Forex).

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