Um Rio sem Rumo

Os tempos negros do Partido Social Democrata estão longe de terminar e muito se deve à atuação infundada do seu próprio presidente.

Vejamos: acordos com a extrema direita?! Estaremos no início do fim dos princípios basilares que deviam envolver um partido democrático?! Estará o senhor doutor Rui Rio consciente do rumo que o seu partido acabou de tomar, ao fazer alianças perversas com um partido repugnante como o Chega?!

Devemos analisar esta aliança como um golpe à democracia, onde o combate ao populismo e a preceitos como a xenofobia, racismo, nazismo e radicalismo não foram tidos em conta por um partido que se intitula como democrático. Ao alinhar com o Chega, o Dr. Rui Rio está a dar margem a que cada vez mais este partido cresça, dando força a que novas pessoas se aliem ao mesmo, com a justificação que o PSD deu o primeiro passo na atribuição de credibilidade deste partido.  

Mas o que devemos todos ter em conta é que o Chega não é um partido onde o bom senso, o respeito, a consideração, os bons princípios e valores e até o pensamento estratégico, estejam no seu ADN. Muito pelo contrário, tem revelado a sua incapacidade de negociação, de discussão, de conteúdo, não acrescentado nada à democracia do nosso país, onde as palavras soltas, os populismos, o apelo ao odeio, medo e à descriminação, são sim os recursos utilizados pelo sr. André Ventura.

Devemos estar conscientes que são estes tipos de movimentos que devemos abater, sem hesitação, bem como as suas propostas como o retorno da pena de morte e a desconsideração pelas minorias.

O Dr. Rui Rio abriu um precedente, precedente este que já não pode sanar, não pode simplesmente recuar, cometeu dos atos mais atrozes, até mesmo para o seu próprio partido, onde a credibilidade foi posta em causa.

E a tentativa de justificação por parte de Rio, de que o Partido Socialista fizera o mesmo com partidos mais à esquerda, é de todo uma tentativa, mas também revelador do seu conhecimento político, pois claramente desconhece o que os partidos do Bloco de Esquerda e o PCP defendem e também a sua história.

Está na história destes partidos a incessante luta contra o fascismo, ditaduras, tendo como bandeira a luta pela democracia e a sua proteção, bem como a defesa das instituições democráticas. Partidos, que dentro das suas diretrizes, sempre defenderam a sociedade, procurando sempre o interesse coletivo, dentro das suas convicções, nunca colocando a dignidade humana em causa, nunca apelando à diferenciação, nem à dissociação das minorias da sociedade.

Será certo compararmos as pessoas que integram e integraram ao longo da história os partidos da esquerda, com as pessoas defensoras das não políticas do Chega?!

Cada vez mais devemos estar dispostos a lutar contra estes movimentos extremistas que se tem revelado, fazendo jus a quem fez com que o sistema democrático fosse implementado, não basta celebrar o 25 de abril só porque é bonito fazê-lo, devemos praticar a sua mensagem todos os dias, defender os seus valores e as suas lutas conquistadas, defender a nossa liberdade e sobre tudo o estado social democrático.

Ao Dr. Rui Rio peço que quando chegar o 25 de abril, se lembre que fez com que o seu significado fosse prejudicado.

diana pais

Presidente da JS de Castanheira de Pera e Vice-Presidente da Federação de Leiria da JS. Licenciada em Solicitadoria. Aluna do Mestrado de Solicitadoria da Empresa.

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