Marcelo, Presidente!

Marcelo Rebelo de Sousa tem demonstrado inúmeras qualidades ao longo deste mandato presidencial, revelando ser, não só um bom político, mas principalmente um extraordinário chefe de estado.

São várias as diferenças entre Marcelo e o seu antecessor, Aníbal Cavaco Silva, que tentou transformar a nossa República sólida, numa monarquia obsoleta e arcaica nos seus princípios. Todos estamos recordados da arrogância e indiferença com que Cavaco Silva governava, já para não dizer que tudo girava em torno da sua família, em que o ego dos Cavaco Silva era superior ao trabalho incansável da “plebe” que se levantava todos os dias, sonhando com um Portugal melhor.

Aníbal Cavaco Silva fica irreversivelmente conhecido pelo Presidente da República que nada fez, nada pensou e poucos foram aqueles que conseguiram compreender a sua inércia estática durante um período difícil e controverso da história política e económica de Portugal. Mais entusiasmantes eram as exposições dos presépios de Maria Cavaco Silva, do que as declarações políticas anacrónicas do seu marido e Presidente da República.

Contudo, felizmente, os ventos mudaram e essa mudança trouxe uma nova forma de fazer política na Presidência da República!

A 24 de janeiro de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa, foi eleito 20º Presidente da República Portuguesa, e com ele vieram Isabel Alçada, ex-ministra da Educação, com um papel preponderante no sucesso do Plano Nacional de Leitura, ficando como assessora para a Educação, Diná Azevedo como a primeira mulher assessora militar do Presidente, com uma vasta carreira militar, entre outros nomes sonantes da sociedade portuguesa.

Mas a inovação não ficou só nas escolhas dos assessores, mas principalmente, na gestão política e nas relações cordiais entre o Presidente e o governo!

Foram vários os sobressaltos que podiam gerar conflitos políticos graves entre o Presidente e o Primeiro-Ministro, António Costa, como por exemplo, a nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos, com a demissão de António Domingues, obrigando o antigo ministro das finanças, Mário Centeno a justificar-se perante Marcelo Rebelo de Sousa. Não podemos esquecer o excelente trabalho mútuo do Presidente e do Primeiro-Ministro no combate à pandemia que atravessamos, que só é exequível, porque existe uma relação próxima e saudável entre os dois.

Esta relação foi sendo fortalecida ao longo dos últimos 4 anos, permitindo assim uma estabilidade governativa, aliada aos bons resultados económicos e políticos, sem esquecer que este equilíbrio político é merecedor de elogios por grande parte dos portugueses que preferem viver num país estável do ponto de vista político, do que num Portugal de guerras políticas e instáveis.

Embora tenha que dizer que esta minoria acredita que precisamos de mais, que precisamos de uma mulher Presidente da República, como se ser mulher fosse o principal para atingir um bom sucesso presidencial, ainda por cima de alguém que lança a sua candidatura à Presidência com duras críticas ao PS, como sempre o fez, sendo que neste aspeto já revelou não ter intenção de continuar esta boa relação de estabilidade, e provando não merecer o meu sentido de voto.

Por estas razões, e após, um período de reflexão, decido apoiar Marcelo Rebelo de Sousa tal como os socialistas João Soares, Edite Estrela, Pedro Marques e tantos outros que sem medos e sem receios o decidem apoiar.

Manuel Castro Coelho

Presidente da Concelhia da JS Beja. Republicano convicto e defensor do mundo rural

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